DGS, PT
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou, em 2022, a revisão da norma sobre a Via Verde do Trauma nos adultos (VVT) que define os procedimentos para aumentar o acesso das vítimas ao tratamento adequado e diminuir a mortalidade.
A Via Verde do Trauma nos adultos (VVT) integra o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), recorrendo à totalidade dos seus meios ao nível pré-hospitalar e hospitalar, e a sua aplicação no terreno deve “ser suficientemente dinâmica e flexível e ainda permitir a cobertura de todos os momentos, desde o primeiro pedido de ajuda até ao resultado final do internamento“, adianta a norma.
No enquadramento, o documento da DGS refere que o trauma é uma causa importante de morte, incapacidade e diminuição da qualidade de vida em todo o mundo e que, em Portugal, a “sinistralidade e a taxa de mortalidade imputada ao trauma são das maiores da Europa“.
De acordo com a direção-geral, um sistema de trauma organizado tem impacto na redução da mortalidade e morbilidade das vítimas, mas salienta que a prevenção assume um papel fundamental, tendo em conta que, apesar de toda a evolução dos tratamentos, “mais de metade da mortalidade ocorre no local do acidente“.
Além disso, segundo a direção-geral, uma “especial atenção deve ser colocada na disponibilidade e tratamento em cuidados intensivos“, onde se verifica o terceiro pico da mortalidade, assim como no “investimento na reabilitação dos sobreviventes de trauma, permitindo-lhes a recuperação máxima e o retorno ao emprego, à sociedade e ao lazer“.
No âmbito da Abordagem e tratamento da vítima de trauma, a norma salienta a leitura de documentos orientadores tais como: normas clínicas internacionais específicas da Organização Mundial da Saúde, o manual do Advanced Trauma Life Support®, e do European Trauma Course®, entre outros, destacando ainda que “A metodologia “ABCDE” permite, de uma forma sequencial e por ordem de importância, identificar e corrigir as situações que ameaçam a vida, ao mesmo tempo que é fácil e intuitiva de aprender”.
“A uniformização da transmissão da informação, bem como da documentação, tem benefícios potenciais, como a menor perda de informação e a poupança de tempo nas reavaliações reduzindo erro médico, traduzindo-se numa melhoria dos resultados“, avança.
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