ORDEM DOS MÉDICOS PORTUGUESA – Grupo de Trabalho de Trauma
“Na realidade portuguesa, o tratamento das vítimas de trauma, apesar dos esforços de vários grupos e associações, tem sido pouco consistente e sem resultados palpáveis. Alguns dos profissionais envolvidos nessa “luta” optaram por colaborar com diversas entidades oficiais a título individual, como peritos, em múltiplas iniciativas relacionadas com a prevenção dos acidentes e no tratamento dos ferimentos resultantes dos mesmos, resultando dessa colaboração uma redução significativa da taxa de sinistralidade e uma melhoria do sistema de socorro.
No entanto, o tratamento do politraumatizado grave apresenta ainda lacunas intoleráveis, apontando os estudos efetuados para que, em Portugal, a taxa de mortalidade por acidente seja o dobro da de outros países da Europa.
Para essa taxa contribui uma deficiente assistência às vítimas, que, muitas vezes, é efetuada em moldes desadequados e desorganizados.
Neste campo, no nosso país, há lacunas importantes a suprir, tais como a inexistência de dados epidemiológicos consistentes e de registos em trauma.
Numa patologia, em que o tempo corre sempre contra a vítima, é fundamental que todas as etapas da cadeia de sobrevivência sejam conhecidas e respeitadas pelos diversos intervenientes no sistema de socorro, de modo a que o tempo entre o acidente e o retorno à vida ativa seja o mais curto possível.
O trabalho efetuado representa um passo importante num esforço de organização que, se for seguido por todas as entidade intervenientes no tratamento destes doentes, salvará muitas vidas e reduzirá incapacidades.”
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