James M. Klugh, MD and John A. Harvin, MD, MS (2024)
O controle eficaz da dor aguda é um importante resultado do cuidado centrado no doente. O alívio inadequado da dor contribui para danos, sequelas fisiológicas e psicológicas. A dor aguda sub-tratada limita a mobilização precoce do paciente, o regresso ao seu estado basal e pode levar também ao desenvolvimento de dor crónica.
Os opiáceos continuam a ser um pilar no tratamento da dor aguda, mas na verdade, não são tão eficazes quanto as alternativas não narcóticas. Dados pré-clínicos em animais sugerem que os opioides podem aumentar tanto a magnitude e duração da dor. Um estudo recente em humanos não descobriu nenhum benefício dos opioides em relação ao placebo para dores agudas nas costas e pescoço. Na verdade, os pacientes que receberam placebo tiveram scores de dor aguda mais baixos mesmo 52 semanas após um curto período de opioides. Assim, os opioides não foram eficazes e podem realmente ter sido prejudicial.
Uma estratégia de gestão da dor aguda após trauma deve ser centrado num regime multimodal de analgesia usando os poucos métodos eficazes, de fármacos não opioides, baseados em evidências atualmente disponíveis.
Contudo os opioides não vão desaparecer e uma estratégia livre de opioides é inviável, apesar disso, a minimização dos opioides pode ser alcançada de uma forma atenciosa, eficaz e responsável
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